09
Jan
enviado por Gustavo Gitti
, direto da rua, via Nokia E61i
Ontem rolou um encontro informal de blogueiros amigos em um bar da Av. Paulista. Como já previu o filósofo Pierre Lévy, a Internet pode distanciar, sim, mas a grande tendência é de aproximação. O nerd anti-social é cada vez mais um mito, um fantasma, uma grande quimera.
As pessoas mais conectadas (twitter, rss, blogs, intellisync) tendem a se abrir ao mundo e, sem saber, se abrem aos outros. Isso não é uma divagação teórica; eu posso lhe apresentar algumas pessoas que são provas vivas desse fato.
Com o exagerado uso da Internet, elas terminam por cultivar amorosidade, flexibilidade e empatia. Esse último conceito, aliás, está cada vez mais sendo estudado pelas ciências cognitivas (dá só uma olhadinha aqui), de filósofos e psicólogos a biólogos e neurocientistas.
Quem quer se fechar não cria twitter ou blog, não entra em redes sociais, não troca emails. A nova geração conectada tem uma ânsia por compartilhar e oferecer insights, informações, desejos. Generosidade é sua virtude por excelência.
Gostaria muito de ver uma tese relacionando a incorporação de tecnologias sociais ao desenvolvimento da empatia e da generosidade. Será mesmo que os social network freaks estão, sem saber, cada vez mais conseguindo entrar empaticamente no mundo dos outros e compartilhar cada vez mais suas vidas? Minha aposta é um grande SIM, em alto e bom som.
07
Jan
enviado por Gustavo Gitti
, direto da rua, via Nokia E61i
Esse final de semana não toquei no celular. Nada de Intellisync, Google Maps, Twitter, Gmail, nada. Não chegou a me dar crise de abstinência, claro. Cheguei, no entanto, à mesma conclusão que meus amigos aqui: tecnologia mobile economiza tempo, não o contrário.
Os últimos tempos foram bem divertidos. Pude gravar em áudio algumas notas mentais, anotar idéias, agendar eventos (via agenda normal integrada ao Intellisync e via Google Calendar), twittar, enviar emails curtos, tirar fotos, rascunhar posts, ler, ler, ler! Quando a conexão se perdia no metrô, tinha já aberto páginas ou emails suficientes para prosseguir a leitura. O YouTube Mobile também foi bem bom de conhecer.
Vamos ver se esse ano as pessoas vão se conectar ainda mais, não somente com a Internet, mas entre si – usando tecnologia ou pele mesmo. Afinal, há uma outra crise de abstinência bem pior, não é mesmo? 
28
Dez
enviado por Gustavo Gitti
, direto da rua, via Nokia E61i
Estou na casa do meu avô. Para ele, Internet não se distingue do cabeamento de TV recentemente instalada. Já eu, com a rede 3G, sinto que a Internet nunca me abandona. Já virou vício checar Gmail, olhar minha posição no mapa (cinemas, bancos e teatros ao redor) e fazer anotações. Logo eu, que estava acostumado com o celular mais simples do mundo, aquele Nokia cinza claro que todo mundo já teve, sabe?
Com esse suporte, nossa mente vai se alterando também. Eu posso, a qualquer momento, fazer aquilo que estava acostumado a só fazer em casa (não, mentes sujas, estou falando de me comunicar pela Internet mesmo). Abre-se um espaço adicional e nossa mente aproveita: surgem idéias para posts (às vezes gravo em áudio, às vezes anoto em tópicos), planejamentos para o trabalho (mexo no Outlook do trabalho sem precisar bater ponto), emails inesperados, etc.
Nossa mente sempre foi Intellisync. Agora é hora dos engenheiros e programadores começarem a espelhar isso em dispositivos móveis e sistemas como esse da Nokia.
18
Dez
enviado por Gustavo Gitti
, direto da rua, via Nokia E61i

É a primeira vez que começo a escrever do metrô, mas não a primeira que imagino um texto de dentro do vagão. Se nossa mente é móvel, por que esperar até chegar em casa? Por que não usar a tecnologia para espelhar o funcionamento mobile do pensamento humano?
O mesmo para as relações. Já pensou em quanto tempo desperdiçamos, como sociedade, vagando por túneis e trilhos? Imagine um coletivo de humanos conectados em blogs, fóruns e discussões online. Um coletivo indissociável criando realidades por onde podemos alargar nosso corpo, como uma extensão dos sentidos.
Um mundo expandido nos permite ser mais, criar mais, testar novas linguagens, outros modos de se conectar com o outro – e como é difícil tocar mesmo aquele que está ao nosso lado!
Sendo assim, estou testando esse Nokia Eseries (acho que o meu é um novo que só tem na Europa por enquanto: E51) com foco em questões humanas, já que sou newbie como o Inagaki e não chego aos pés dos meus colegas blogueiros tech-freak…
Será um prazer passar alguns dias com vocês!
P.S.: Feita a apresentação, agora vou testar seu sistema Intellisync junto ao meu micro.