Segunda-feira eu e diversos blogueiros recebemos convites para participar do lançamento do RadarCultura, novo projeto que busca conciliar rádio e internet. Fui para a Torre da TV Cultura, local do evento, devidamente munido com o Nokia E61i, a fim de fazer anotações em tempo real e tirar fotos do lançamento com meu smartphone.

Uma rádio com pegada de conteúdo colaborativo. Esta é a proposta do RadarCultura, inicialmente um programa de duas horas de duração que será veiculado diariamente a partir das 20 hs. A programação é selecionada por internautas que, uma vez cadastrados no site, escolhem quais as músicas que desejam ouvir a partir das canções disponíveis no acervo da rádio Cultura AM. De quebra, o RadarCultura veiculará também as dicas, broncas e sugestões de pautas feitas pelos internautas. Nada mal, huh?

Além de diversos blogueiros (dentre eles meus colegas de blog Fugita e Mobilon), estiveram no evento nomes como Paulo Markun, atual presidente da Fundação Padre Anchieta, o Professor Pasquale, o genial músico Tom Zé, o maestro Julio Medaglia e o compositor Arrigo Barnabé. Rodrigo Rodrigues, apresentador do Vitrine e blogueiro nas horas vagas, também esteve por lá fazendo reportagens sobre o lançamento do RadarCultura para seu programa.

Durante o evento computadores foram disponibilizados para os blogueiros convidados, que aproveitaram a ocasião para agitar campanhas ao melhor estilo “flashmob”, mobilizando contatos no Twitter para votar em determinadas músicas e fazer com que elas fossem executadas no programa ao vivo. Foi o que aconteceu com “Sem a Letra A”, canção de Tom Zé que contou com o engajamento de Lúcia Freitas, líder da campanha que fez com que a música do tropicalista fosse a mais pedida no site. Não deu outra: em questão de minutos Tom Zé tocou na Cultura AM, graças à mobilização de um grupo de blogueiros e twitteiros.

A idéia dos implantadores do projeto de uma “rádio 2.0″, Juliano Spyer e André Avório, é de paulatinamente essa experiência com o RadarCultura ser estendida para o restante da programação da Cultura AM. O mais bacana de tudo: já foram abertos espaços para que podcasts e bandas independentes participem desta espécie de Digg musical. Torço para que esse projeto vingue de vez.
Sobre minha primeira experiência de acompanhar um evento munido de um smartphone, a impressão foi excelente. Registrei imagens e publiquei todas as fotos que ilustram este post (e mais algumas) em meu Flickr, usei a agenda para não me esquecer do compromisso e com o auxílio do Google Maps localizei sem dificuldades o local do evento. Definitivamente começo a ficar mal acostumado com este novo brinquedinho…