Ontem rolou um encontro informal de blogueiros amigos em um bar da Av. Paulista. Como já previu o filósofo Pierre Lévy, a Internet pode distanciar, sim, mas a grande tendência é de aproximação. O nerd anti-social é cada vez mais um mito, um fantasma, uma grande quimera.
As pessoas mais conectadas (twitter, rss, blogs, intellisync) tendem a se abrir ao mundo e, sem saber, se abrem aos outros. Isso não é uma divagação teórica; eu posso lhe apresentar algumas pessoas que são provas vivas desse fato.
Com o exagerado uso da Internet, elas terminam por cultivar amorosidade, flexibilidade e empatia. Esse último conceito, aliás, está cada vez mais sendo estudado pelas ciências cognitivas (dá só uma olhadinha aqui), de filósofos e psicólogos a biólogos e neurocientistas.
Quem quer se fechar não cria twitter ou blog, não entra em redes sociais, não troca emails. A nova geração conectada tem uma ânsia por compartilhar e oferecer insights, informações, desejos. Generosidade é sua virtude por excelência.
Gostaria muito de ver uma tese relacionando a incorporação de tecnologias sociais ao desenvolvimento da empatia e da generosidade. Será mesmo que os social network freaks estão, sem saber, cada vez mais conseguindo entrar empaticamente no mundo dos outros e compartilhar cada vez mais suas vidas? Minha aposta é um grande SIM, em alto e bom som.