10
Jan
enviado por Alexandre Fugita
, direto da rua, via Nokia E61i
Dando seqüência à “série” iniciada no post sobre o Intellisync e o mercado corporativo, vou teorizar sobre o uso do serviço por pessoas físicas, ou seja, todos nós.
O Intellisync foi feito para o mercado corporativo. É necessário um servidor na internet que atue como o ponto central de sincronização, ou seja, um mínimo de estrutura. Não faz sentido uma pessoa física alocar um servidor só para servir ao seu email e PIM.
Mas a idéia de ter tudo sincronizado é o que realmente “pega”. O serviço Plaxo está aí para provar e não duvido que outras soluções apareçam.
O Intellisync resolve o problema de “onde está o e-mail do Inagaki quando preciso lhe mandar a última corrente?”, ou ainda, “ah, olha esse e-mail… ops, acho que baixei no computador da firma…”. Na minha opinião, deveriam criar uma forma de beneficiar também o consumidor final.
Uma idéia nesse sentido é associar-se com algum player do mercado de webmail. O consumidor que tem um aparelho compatível com o Intellisync fica feliz por ter tudo sincronizado e a Nokia ganha uma posição forte no mercado.
09
Jan
enviado por Alexandre Inagaki
, direto da rua, via Nokia E61i
Aproveitando o mote do Gitti, que divagou sobre a tecnologia como meio de aproximar pessoas, penso no porquê dos internautas brasileiros usarem tanto a internet para se logar a redes sociais como o Orkut ou a comunicadores instantâneos como o Messenger ou o Gtalk, ambos facilmente utilizáveis por intermédio do E61i.
Fiz alguns dos meus melhores amigos graças à internet. Do mesmo modo, conheci minha namorada através do MSN. Pudera: a internet é um tremendo facilitador para o encontro de pessoas que tenham afinidades em comum. Se minha memória não me ludibria, devo ter começado a acessar a Web regularmente em idos de 1997. Nesse mesmo ano, fiz minhas primeiras amizades virtuais que depois conheceria ao vivo: uma mocinha com quem troquei idéias em um fórum sobre amores platônicos no ZAZ (que depois tornou-se o portal Terra) e com quem teria depois um relacionamento technicolor, um estudante de cinema com quem troquei idéias sobre Arquivo X (até hoje somos amigos, e ocasionalmente o ajudo nos roteiros dos curtas-metragens que filma entre um e outro trabalho de sua produtora de comerciais), várias figuras que jogavam horas fora proseando no chat de Papo Cabeça do UOL (dentre eles os blogueiros Sabbag e Capitu).
Sim, a internet definitivamente aproxima pessoas. Como os outros quatro colaboradores deste blog, que conheço pessoalmente e volta e meia reencontro em papos de mesas de bar ou eventos reunindo blogueiros. Conectividade para mim é sinônimo de sociabilidade e de oportunidades de conhecer mais figuras que, feito eu, compartilham o gosto por bandas argentinas, garotinhas ruivas, animações experimentais ou hai-kais, independentemente da região do planeta na qual vivam. Definitivamente gosto de viver nestes tempos nos quais posso ler e-mails dos leitores do meu blog enquanto faço uma caminhada no Parque do Ibirapuera e combino um jantar mais tarde com minha namorada durante um papo no Gtalk. É como cantava Renato Russo em uma música que, por sinal, coloquei para ouvir no smartphone: “tenho sorte até demais/ como sei que tens também”.
A propósito, e antes que alguém me questione: desde moleque costumo caminhar por aí enquanto leio livros ou revistas. Minha visão periférica é boa o suficiente para impedir que eu atropele outras pessoas enquanto caminho lendo mensagens no E61i, mas sinceramente não recomendo que vocês façam o mesmo sem o uso de capacetes e outros itens de segurança. 
09
Jan
enviado por Thiago Mobilon
, direto da rua, via Nokia E61i
Quando comprei meu Mac Mini, a primeira coisa que veio em mente, era se havia alguma versão dos softwares que vieram no CD do E61i, para Mac OS.
Os aplicativos Nokia PC Suíte são muito práticos e intuitivos, definitivamente iriam fazer falta. Basta conectar o aparelho no cabo de dados, e com apenas um clique já é possível acessar a internet a partir do computador, utilizando a rede do celular. Isso sem falar é claro, do software que transfere músicas para o telefone. Habilitando uma função, ele converte todas as suas músicas para o formato AAC (ou MP4), enquanto as transfere para o celular. Resultado, nada de arquivos duplicados pelo computador, e muito mais músicas no mesmo espaço.
Infelizmente eu tive que achar uma outra forma de conectar o E61i ao meu Mac. Felizmente, o Mac Mini tem Bluetooth embutido, e o sistema se encarrega de fazer a varredura e pareamento dos dispositivos encontrados, tanto para transferir dados, quanto para usar o celular como modem. Basta você “ir apertando next”.
Quando você conecta o cabo de dados no celular, pode selecionar duas opções. A primeira, é o modo “PC Suíte”, e a segunda é o modo “Transferência de dados”. A primeira (como já falei acima) não pode ser utilizada, pela falta do software instalado. Já a segunda, só é possível utilizar quando há um cartão de memória no aparelho. Como o meu E61i veio sem cartão de memória, a única conectividade possível foi via Bluetooth mesmo.
No geral, devo dizer que o Bluetooth do E61i é bastante rápido. Fiz um teste transferindo algumas fotos dele para o Mac, e a velocidade foi cerca de 10x mais rápida, do que executando a mesma tarefa com o meu Sony Ericsson K750i.
Outro grande dilema, é a questão da duração da bateria com o Bluetooth ligado. Não desliguei o mesmo desde o dia em que recebi o aparelho, e devo dizer que mesmo com ele ligado, a bateria dura cerca de 4 ou 5 dias. E o que é pior (e melhor), navegando na internet o dia todo.
09
Jan
enviado por Gustavo Gitti
, direto da rua, via Nokia E61i
Ontem rolou um encontro informal de blogueiros amigos em um bar da Av. Paulista. Como já previu o filósofo Pierre Lévy, a Internet pode distanciar, sim, mas a grande tendência é de aproximação. O nerd anti-social é cada vez mais um mito, um fantasma, uma grande quimera.
As pessoas mais conectadas (twitter, rss, blogs, intellisync) tendem a se abrir ao mundo e, sem saber, se abrem aos outros. Isso não é uma divagação teórica; eu posso lhe apresentar algumas pessoas que são provas vivas desse fato.
Com o exagerado uso da Internet, elas terminam por cultivar amorosidade, flexibilidade e empatia. Esse último conceito, aliás, está cada vez mais sendo estudado pelas ciências cognitivas (dá só uma olhadinha aqui), de filósofos e psicólogos a biólogos e neurocientistas.
Quem quer se fechar não cria twitter ou blog, não entra em redes sociais, não troca emails. A nova geração conectada tem uma ânsia por compartilhar e oferecer insights, informações, desejos. Generosidade é sua virtude por excelência.
Gostaria muito de ver uma tese relacionando a incorporação de tecnologias sociais ao desenvolvimento da empatia e da generosidade. Será mesmo que os social network freaks estão, sem saber, cada vez mais conseguindo entrar empaticamente no mundo dos outros e compartilhar cada vez mais suas vidas? Minha aposta é um grande SIM, em alto e bom som.
08
Jan
enviado por Carlos Merigo
, direto da rua, via Nokia E61i
É claro que os celulares, smartphones e afins trouxeram grandes vantagens e avanços quando se trata de conteúdo multimídia. Podemos levar nossas músicas, filmes, documentos e o que mais for no bolso.
Está parado em uma fila? No avião? É só sacar o celular do bolso e assistir aquele vídeo ou episódio de sua série favorita. Aliás, os grandes estúdios já tem equipes inteiras dedicadas a produzir conteúdo exclusivamente mobile. Só para citar um exemplo, a mini-série “Missing Pieces” de “Lost”, mobisódios que complementam o que foi exibido na televisão.
Nesse sentido, de conteúdo exclusivo e mini-episódios acho que funciona, mas concordo com o que disse David Lynch quanto a assistir filmes em dispositivos móveis: você nunca terá a mesma experiência e emoção quanto em um cinema. Assistir um filme requer atenção total, requer desligamento do mundo real. Assistir um filme é uma experiência.
Não entendo como alguém pode preferir assistir um filme em uma tela minúscula ao invés de ir ao cinema ou, ao menos, ver na sala de casa. Conteúdo específico, ou aquilo que chamamos de conteúdo snack, tudo bem, mas cinema é no cinema.