Aproveitando o mote do Gitti, que divagou sobre a tecnologia como meio de aproximar pessoas, penso no porquê dos internautas brasileiros usarem tanto a internet para se logar a redes sociais como o Orkut ou a comunicadores instantâneos como o Messenger ou o Gtalk, ambos facilmente utilizáveis por intermédio do E61i.
Fiz alguns dos meus melhores amigos graças à internet. Do mesmo modo, conheci minha namorada através do MSN. Pudera: a internet é um tremendo facilitador para o encontro de pessoas que tenham afinidades em comum. Se minha memória não me ludibria, devo ter começado a acessar a Web regularmente em idos de 1997. Nesse mesmo ano, fiz minhas primeiras amizades virtuais que depois conheceria ao vivo: uma mocinha com quem troquei idéias em um fórum sobre amores platônicos no ZAZ (que depois tornou-se o portal Terra) e com quem teria depois um relacionamento technicolor, um estudante de cinema com quem troquei idéias sobre Arquivo X (até hoje somos amigos, e ocasionalmente o ajudo nos roteiros dos curtas-metragens que filma entre um e outro trabalho de sua produtora de comerciais), várias figuras que jogavam horas fora proseando no chat de Papo Cabeça do UOL (dentre eles os blogueiros Sabbag e Capitu).
Sim, a internet definitivamente aproxima pessoas. Como os outros quatro colaboradores deste blog, que conheço pessoalmente e volta e meia reencontro em papos de mesas de bar ou eventos reunindo blogueiros. Conectividade para mim é sinônimo de sociabilidade e de oportunidades de conhecer mais figuras que, feito eu, compartilham o gosto por bandas argentinas, garotinhas ruivas, animações experimentais ou hai-kais, independentemente da região do planeta na qual vivam. Definitivamente gosto de viver nestes tempos nos quais posso ler e-mails dos leitores do meu blog enquanto faço uma caminhada no Parque do Ibirapuera e combino um jantar mais tarde com minha namorada durante um papo no Gtalk. É como cantava Renato Russo em uma música que, por sinal, coloquei para ouvir no smartphone: “tenho sorte até demais/ como sei que tens também”.
A propósito, e antes que alguém me questione: desde moleque costumo caminhar por aí enquanto leio livros ou revistas. Minha visão periférica é boa o suficiente para impedir que eu atropele outras pessoas enquanto caminho lendo mensagens no E61i, mas sinceramente não recomendo que vocês façam o mesmo sem o uso de capacetes e outros itens de segurança. ![]()
10/01/2008 às 14h01
eu fico pensando as vezes como seria minha vida sem internet, impossível. Ainda + com todas as facilidades que ela oferece pra gente. Assim como o Alexandre, eu conheci minha esposa via internet
10/01/2008 às 16h01
A internet serve pra isso mesmo. Tenho amigos em vários estados do país, que conheci por aí, nos chats da vida. Quando viajo, aproveito para conhecê-los pessoalmente. Se duvidar, eles são mais confiáveis do que os de carne e osso que me rodeiam… hehehe
18/01/2008 às 10h01
Hummm…Pela citação de alguns dos seus assuntos preferidos eu chego à conclusão que sua namorada é ruiva, escreve hai-kais, gosta de animação experimental e bate muitos papos com você sobre bandas argentinas. Acertei?
19/01/2008 às 21h01
Quase isso, Niks. Minha namorada é publicitária, escreve ótimos posts em um blog que ela insiste em manter reservado a amigos, gosta de sair para ir a restaurantes e cinemas e costuma ouvir músicas em um iPod que ela ganhou de um namorado bem bacana.