É claro que os celulares, smartphones e afins trouxeram grandes vantagens e avanços quando se trata de conteúdo multimídia. Podemos levar nossas músicas, filmes, documentos e o que mais for no bolso.
Está parado em uma fila? No avião? É só sacar o celular do bolso e assistir aquele vídeo ou episódio de sua série favorita. Aliás, os grandes estúdios já tem equipes inteiras dedicadas a produzir conteúdo exclusivamente mobile. Só para citar um exemplo, a mini-série “Missing Pieces” de “Lost”, mobisódios que complementam o que foi exibido na televisão.
Nesse sentido, de conteúdo exclusivo e mini-episódios acho que funciona, mas concordo com o que disse David Lynch quanto a assistir filmes em dispositivos móveis: você nunca terá a mesma experiência e emoção quanto em um cinema. Assistir um filme requer atenção total, requer desligamento do mundo real. Assistir um filme é uma experiência.
Não entendo como alguém pode preferir assistir um filme em uma tela minúscula ao invés de ir ao cinema ou, ao menos, ver na sala de casa. Conteúdo específico, ou aquilo que chamamos de conteúdo snack, tudo bem, mas cinema é no cinema.