No primeiro post que escrevi aqui, disse que usar o E61i foi minha primeira experiência com smartphones. Não titubeio em afirmar, após algumas semanas: como é útil ter um desses aparelhos em mãos! Mobilidade, definitivamente, é uma necessidade de nossos tempos. E quando comecei a explorar mais a fundo os recursos do Nokia Intellisync Mobile Suite, dentre eles o acesso fácil e descomplicado à minha agenda, incluindo anotações e listas de tarefas, e principalmente o Wireless Email, quase mágico, que além de permitir que eu envie e-mails de qualquer local (incluindo rodovias ou pousadas no meio do mato) sincroniza minhas caixas postais, estejam elas no micro do meu quarto ou no E61i. Tudo tão eficiente e impressionante que, como escreveu meu colega Gitti, chega a dar medo.
A tecnologia é definitivamente fascinante. Quando imagino os milhões de dados sendo transmitidos via wireless através do ar, penso em como as coisas mudaram tão radicalmente em tão pouco tempo. Cazuza descreveu precisamente nossa era: “museu de grandes novidades”. Graças aos avanços tecnológicos tenho ao alcance de minha mão, com apenas um smartphone, uma conexão e algumas buscas googlícas, em qualquer local onde esteja, a mesma quantidade de informações que antes eu necessitava caçar nas dezenas de volumes das enciclopédias Barsa e Mirador que ocupavam as estantes de minha infância.
Coisas de tempos nos quais palavras como “vitrola” tornaram-se vernáculos tão ultrapassados quanto o primeiro computador pessoal que tivemos em minha casa: um jurássico TK-85, cujos programas eram digitados em quilométricos comandos de Basic (”IF”, “THEN”, “GOTO”, “PRINT”, “INPUT”…) e registrados depois em fitas cassete e gravadores de voz. Se um dia eu contar essa história para meu neto, ele provavelmente rirá da minha cara, pedindo pra que eu deixe de inventar lorotas de ficção científica dignas de desenhos dos Jetsons…